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JORNAL DO COMÉRCIO - Destinos turísticos na Europa estão mais vantajosos

[Jornal do Comércio] Destinos turísticos na Europa estão mais vantajosos

Baixa da cotação do euro pode tornar mais acessíveis os pacotes pagos em reais, afirma dirigente da Abav/RS 

Adriana Lampert

Com valor de cotação para câmbio próximo ao do dólar comercial (R$ 2,60 no dia 30/01), o euro em baixa (R$ 3,00 no dia 30/01) tem tornado possível que as viagens de brasileiros para a Europa saiam mais em conta. Segundo o presidente da regional Sul da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav/RS), Danilo Martins, como a venda no Brasil tem que ser feita em moeda local, o consumidor sai ganhando pela possibilidade de pagar um pacote turístico em parcelas, sem que ocorra alta no preço. “No momento em que o produto é comprado, fecha-se o negócio pelo câmbio do dia”, ressalta Martins.

O mais importante na hora de comparar preços é calcular quanto será pago em reais. “Isso inclui as taxas”, que em geral não são consideradas na divulgação dos pacotes. “No verão, os gaúchos não costumam viajar para a Europa, mas alguns já começam a se programar”, afirma o diretor de Marketing da Personal Operadora, Augusto Leite. O executivo acredita que neste ano a procura para o destino do Velho Mundo deve superar a de 2014. “No ano passado, houve uma grande baixa de vendas no turismo para o exterior. Chegamos à conclusão que foi por causa da Copa, que encareceu as passagens aéreas, e devido às eleições”, pontua.

Segundo Danilo Martins, que também é diretor da agência de viagens Isatto Turismo, desde o dia 15 de janeiro começaram as consultas sobre pacotes internacionais. “O que encarece viajar para fora do Brasil é o fato que as passagens aéreas são cobradas em dólares. Mas só se divulga a alta do dólar, ninguém fala que o euro baixou – e isso facilita o acesso a outros produtos e serviços na Europa.”

Tanto Martins quanto Leite garantem: do ano passado para cá, caiu a procura por viagens para o exterior, e há um movimento de busca por destinos em território nacional. “Em 2014, a Copa travou as viagens: em junho e julho as passagens estavam caras demais”, opina o dirigente da Abav/RS. Mas ele não acredita que a alta da moeda norte-americana vá influenciar em uma queda maior. “Eu diria que (a demanda) vai ficar mais ou menos como no ano passado, ou talvez melhor”, aposta. “Em termos de euro, este momento é favorável para antecipar as compras”, ressalta Martins. “Aconselhamos as pessoas que querem ir para a Europa no meio do ano para já ir comprando a moeda.”

De acordo com o diretor Cotação (uma das maiores distribuidoras de câmbio turismo do Brasil), Alexandre Fialho, mesmo com dólar em alta e menor demanda nas viagens para fora, os gastos dos brasileiros no exterior bateram recorde em 2014. “O Banco Central divulgou que as despesas somaram US$ 25,6 bilhões em 2014. O maior valor de gastos em um ano havia sido registrado em 2013, de US$ 24,98 bilhões”, compara Fialho. Mesmo assim, a distribuidora de câmbio que, desde 2013, vinha crescendo em faturamento uma média de 20% a 25% ao ano, não conseguiu desempenho semelhante em 2014.

“O recorde de gastos de brasileiros no exterior, não quer dizer exclusivamente desembolso de moeda estrangeira com viagens de turismo. Houve muita compra pela internet, via cartão de crédito; ou envio de remessas, por exemplo.” Na visão de Fialho, “uma vez que o cartão de crédito teve queda de adesão dos consumidores (desde que o IOF para operações no exterior passou para 6%), dificilmente ocorrerá uma retomada da venda de viagens para países da Europa ou para os Estados Unidos nos moldes dos últimos cinco anos”.

“Esperamos uma melhora em 2015, em função de estabilização da rotina e com menos volatilidade do câmbio”, pondera. “No entanto, a desvalorização do real frente ao dólar aumenta o custo operacional, e isso pode afetar nas decisões.” Mesmo assim, o diretor da cotação espera que haja crescimento de 15% a 20% das vendas de câmbio este ano. “Este cálculo, só poderá ser confirmado no primeiro bimestre.”

Motivados pelo câmbio, roteiros brasileiros ganham a preferência dos turistas

Até quem só apostava no exterior já se deu conta que 2015 será o ano das vendas de pacotes para destinos nacionais. Especializada em turismo exportativo, há dois meses a Personal Operadora passou a trabalhar com foco voltado também para o Brasil. “Este ano, a tendência deve ser conhecer o País, tanto é que as pessoas têm feito cotação paralela de destinos do exterior e do mercado nacional para comparar preços”, afirma o diretor de Marketing da empresa, Augusto Leite. Segundo ele, para acertar nas ofertas, é importante que as agências conheçam os clientes. “É difícil conseguir um passageiro decidido, então é bom entendê-lo, para poder ajudar.”

No menu de possibilidades nacionais da Personal, o arquipélago pernambucano de Fernando de Noronha é a principal aposta da empresa. “Mas este também é destino caro”, pondera Leite, opinando que “as pessoas se enganam” quanto ao fato de que viajar para fora do País seja menos viável economicamente. “Dá para ficar sete noites no Caribe por US$ 1,8 mil, enquanto a viagem com estadia de uma semana em um resort de Fernando de Noronha custa 
US$ 2 mil”, compara.

Na opinião do diretor de marketing da Personal, hoje em dia o problema do mercado não é o valor do câmbio, mas a pouca informação. “Os consumidores ficam com medo, esperam o câmbio estagnar. Não importa se o dólar fica em R$ 3,00 – o importante é que fique assim por três meses – mas como é flutuante, então as pessoas ficam esperando baixar.” Para o presidente da Abav/RS, Danilo Martins, o preço do dólar deve afetar mais os destinos de compra, como Miami e Panamá, e ajudar na demanda para turismo em cidades brasileiras.

“O pessoal já tem procurado mais o Brasil, que é um país que tem preço para todos os gostos.” No verão, principalmente, os destinos mais badalados continuam sendo Salvador (BA) e Rio de Janeiro.

De acordo com a entidade, nos dois últimos anos, os gaúchos voltaram procurar também o estado de Pernambuco, principalmente para estadias em Recife e Porto de Galinhas.

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