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O GLOBO RJ - Incerteza no cenário interno pesa sobre a trajetória do câmbio.

Incerteza no cenário interno pesa sobre trajetória do câmbio

Com alta do dólar, especialistas recomendam analisar com cuidado planos de viagem ao exterior

SÃO PAULO E RIO - A incerteza política, citada até pelo Banco Central (BC) em sua decisão sobre a taxa básica de juros na semana passada, causa preocupação também sobre os rumos do dólar, afetando os planos de quem gostaria, ou precisa, viajar, por turismo, estudo ou a negócios. Segundo analistas, se no quadro externo não há fatores que possam pressionar a moeda americana, o cenário político brasileiro é uma incógnita.

— Não há nada no exterior que possa levar o dólar para cima, mas internamente a crise política inspira cautela. O dólar só não vai muito além de R$ 3,25 porque o Banco Central mostrou que pode atuar. Há justificativas para a cotação ficar acima desse patamar, mas os investidores sabem que a autoridade monetária pode agir — diz Cleber Alessie, operador da corretora H.Commcor.

Desde a divulgação do conteúdo da delação premiada dos executivos da JBS, o dólar acumula alta de apenas 3,8%, tendo passado de R$ 3,134 para R$ 3,255. Por trás dessa alta “comportada” está o Banco Central (BC), que logo na eclosão da crise anunciou uma série de leilões de swap cambial, operação que equivale a uma venda de dólar no mercado futuro, em um total de US$ 10 bilhões.

— O BC tem espaço para ampliar essas operações, se precisar. Isso deixou o câmbio mais tranquilo — explica Alessie.

Além do temor de novas delações, analistas avaliam que o governo, agora, terá mais dificuldades para aprovar as reformas, em especial a da Previdência, considerada por economistas como essencial para equilibrar as contas públicas.

Para o economista Gilberto Braga, professor do Ibmec/RJ, quem tem planos que podem ser adiados deve esperar o quadro político ficar mais claro antes de comprar moeda estrangeira.

— Para quem vai viajar mais para o fim do ano, ou tem um projeto que não tem data próxima, vale a pena esperar um pouco. Essa indefinição do cenário mantém o dólar em um degrau mais alto do que antes da delação da JBS. Isso significa que, se surgir uma saída política que possa traçar um calendário de retomada das medidas econômicas, das reformas, a tendência do dólar é dar uma estabilizada em um patamar mais baixo — avalia Braga, que espera um cenário mais claro no segundo semestre.

QUEM PRECISA DEVE DILUIR COMPRA DE MOEDA

Outra recomendação é diluir a compra de moeda estrangeira até a data da viagem. Dessa forma, a média final do câmbio será sempre inferior ao pico no período.

— A moeda sempre vai oscilar para cima em momentos de situações econômicas e políticas mais turbulentos. E para baixo, oscilando menos em períodos mais estáveis. Parcelando essa compra, no fim das contas, na média o consumidor vai conseguir obter um preço bom para a viagem. O viajante é um consumidor. Não um investidor, para esperar descer mais o preço — ensina Juvenal dos Santos, superintendente de Varejo do grupo Confidence.

Na mesma linha, o educador financeiro Thiago Nigro costuma dizer que “não adianta tentar escolher o melhor momento para comprar. O que não se deve fazer é comprar no pior momento”:

— O melhor a fazer é comprar um pouco agora e depois mais próximo da data da viagem. Essa é a aposta mais conservadora, a com menos chances de se ter um grande prejuízo nesse momento.

Alexandre Fialho, diretor da casa de câmbio Cotação, também aponta o parcelamento das compras como a melhor opção. A empresa oferece até um serviço em que é possível combinar com o operador datas para fechar operações. Por exemplo: quem precisa comprar US$ 2 mil ao longo de quatro semanas pode pedir para ser lembrado, semanalmente, de operações de US$ 500.

Com o mercado mais volátil, o cartão de crédito deve ser descartado, afirma Fialho. Moeda em espécie e cartão pré-pago — mesmo com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 1,1% e 6,38%, respectivamente — são as melhores estratégias. O problema do cartão de crédito é que não se tem controle sobre o câmbio, que é o do dia do fechamento da fatura. O plástico só deve ser usado no exterior em caso de emergência.

Rita Freitas, 62 anos, sempre economizou para suas viagens. Todos os meses ela troca um pouco de reais por dólares, tendo viagem programada ou não. Sua próxima aventura será uma longa caminhada do Katmandu ao campo-base do Everest, no Nepal. A professora de Educação Física conta que a viagem, planejada há um ano e meio, está paga, mas admite preocupação com a alta do dólar:

— Agora não sei se terei dinheiro suficiente para custear a alimentação, as compras e os custos básicos de viagem.

Para quem tem planos mais longos, como intercâmbio e cursos no exterior, Fialho recomenda considerar a abertura de uma conta corrente no país de destino e programar remessas internacionais.

— O custo em relação ao cartão pode ser vantajoso. E a praticidade de ter uma conta lá fora, com cartão e outros serviços, também compensa. Para uma viagem de mais de um ano, vale a pena se organizar para isso — explica Fialho.

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